Pichação é o ato de desenhar, rabiscar, ou apenas sujar um
patrimônio de qualquer ordem (público, privado) com uma lata de spray
(o piche é utilizado devido à grande dificuldade de remoção) ou rolo de tinta.
Diferentemente do Grafite, cuja preocupação é de ordem estética, o piche tem
como objetivo a demarcação de territórios por gangues entre grupos rivais. No geral,
consiste em fazer algo que confronte a sociedade, às vezes com frases de
protesto, outras com assinaturas pessoais. Mas na maioria das vezes é apenas sujeira mesmo.
Odiada por muitos e defendida por poucos, a pichação é a
intervenção urbana que mais gera polêmica. Apareceu em São Paulo há cerca de 30
anos e pode-se dizer que é onipresente. Conquistou adeptos e espalhou-se pelo país inteiro.
O piche é considerado vandalismo e incluso como crime
ambiental das leis brasileiras nos termos do art. 65, da Lei 9.605/98, com pena
de detenção de 3 meses a um ano e multa.
A história da pichação começa com as gangues de Nova York na
decada de 70 e 80, exatamente na mesma época que apareceu a arte popular do "grafite". Podia ser apenas uma brincadeira visando escrever um nome ou uma ameaça a gangues rivais, como uma demarcação de territórios da cidade.
Logo jovens rebeldes de todo o mundo passaram a seguir esta onda.
A pichação, por incrível que pareça, não pode ser tratada
como simples caso, pois situa dentro de outros contextos. Quem é que
nunca andou pelas ruas da cidade e nunca se incomodou com os desenhos pichados? Os rastros da pichação estão em tudo que se olha na cidade,
tudo já virou alvo das latas de tintas e outros materiais usados para pichar. A lei que enquadra a pichação como crime ambiental traz uma
incoerência, já que não há nada cientificamente provado de que a pichação cause
algum dano a saúde humana ou ao meio ambiente. Fora isso, marcas de roupa que
poluem rios com elementos altamente tóxicos utilizam a linguagem visual da
pichação e são valorizadas ao invés de condenadas por crime ambiental.
Ninguém chama a pichação de arte
popular. Acho importante desmistificar isso e mostrar que crime ou não, é uma "expressão popular", feita por pessoas sem grandes recursos, tentando escrever
uma história.”
Em setembro de 2008, os professores da Universidade São
Paulo (USP) Alex de Toledo Ceará e Paulo Dalgalarrondo publicaram um estudo
psicológico sobre o perfil social, a identidade e motivação dos pichadores. No
decorrer de um ano, os professores entrevistaram 32 jovens de 13 à 23
anos e constataram que dentre eles
- 59,3% não concluíram o ensino fundamental
- 31,3% não concluíram o ensino médio
- 40,6% interromperam os estudos (18,7% por necessidade de trabalhar para ajudar em casa, 7% cometeram algum ato infracional e/ou foram detidos, 9,3% não apresentaram motivos)
- 78,1% não veem sentido nas leis, mas relativizam
- 21,9% sentem vontade de obedecer às leis, embora não o façam
- 15,6% sentem prazer com o risco e o perigo proporcionado
- 9% fazem alusão a aventura
- e 3,1% fazem pela exposição pública.
NOTA: Pichação é pichação e grafite é oooooutra coisa.
O grafite trata-se de um movimento organizado das artes
plásticas. Apareceu no final dos anos 70 em Nova Iorque, como movimentos
culturais das minorias excluídas da cidade. Com a revolução contracultural de
1968, surgiram nos muros de Paris as primeiras manifestações. Os grafiteiros
querem sempre divulgar essa idéia.
O grafite faz tanto sucesso hoje, que até recentemente o rei
da Escócia mandou seus filhos contratarem alguém para renovar a pintura de um castelo e eles resolveram chamar três grafiteiros brasileiros para fazer a obra
de arte .
O rei falou que quando eles começaram havia estranhado, pois nunca tinha visto uma
arte assim tão bonita.
Também há uma diferença entre a pichação, pois ela não é
respeitada por ninguém. E o grafite é respeitado porque trata-se de uma arte
muito bela.
Fontes:
http://www.klickescolas.com.br
www.artistasnarua.com.br
www.artistasnarua.com.br
www.brasil247.com


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