domingo, 4 de maio de 2014

Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade. (Paulo Freire)
"Não basta saber ler que "Eva viu a uva", é preciso antes compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho." (Paulo Freire)


 




sábado, 19 de abril de 2014

"Pichação"


Pichação é o ato de desenhar, rabiscar, ou apenas sujar um patrimônio de qualquer ordem (público, privado) com uma lata de spray (o piche é utilizado devido à grande dificuldade de remoção) ou rolo de tinta. Diferentemente do Grafite, cuja preocupação é de ordem estética, o piche tem como objetivo a demarcação de territórios por gangues entre grupos rivais. No geral, consiste em fazer algo que confronte a sociedade, às vezes com frases de protesto, outras com assinaturas pessoais. Mas na maioria das vezes é apenas sujeira mesmo. 
Odiada por muitos e defendida por poucos, a pichação é a intervenção urbana que mais gera polêmica. Apareceu em São Paulo há cerca de 30 anos e pode-se dizer que é onipresente. Conquistou adeptos e espalhou-se pelo país inteiro.
O piche é considerado vandalismo e incluso como crime ambiental das leis brasileiras nos termos do art. 65, da Lei 9.605/98, com pena de detenção de 3 meses a um ano e multa. 
A história da pichação começa com as gangues de Nova York na decada de 70 e 80, exatamente na mesma época que apareceu a arte popular do "grafite". Podia ser apenas uma brincadeira visando escrever um nome ou uma ameaça a gangues rivais, como uma demarcação de territórios da cidade. Logo jovens rebeldes de todo o mundo passaram a seguir esta onda.
A pichação, por incrível que pareça, não pode ser tratada como simples caso, pois situa dentro de outros contextos. Quem é que nunca andou pelas ruas da cidade e nunca se incomodou com os desenhos pichados? Os rastros da pichação estão em tudo que se olha na cidade, tudo já virou alvo das latas de tintas e outros materiais usados para pichar. A lei que enquadra a pichação como crime ambiental traz uma incoerência, já que não há nada cientificamente provado de que a pichação cause algum dano a saúde humana ou ao meio ambiente. Fora isso, marcas de roupa que poluem rios com elementos altamente tóxicos utilizam a linguagem visual da pichação e são valorizadas ao invés de condenadas por crime ambiental.
Ninguém chama a pichação de arte popular. Acho importante desmistificar isso e mostrar que crime ou não, é uma "expressão popular", feita por pessoas sem grandes recursos, tentando escrever uma história.”
Em setembro de 2008, os professores da Universidade São Paulo (USP) Alex de Toledo Ceará e Paulo Dalgalarrondo publicaram um estudo psicológico sobre o perfil social, a identidade e motivação dos pichadores. No decorrer de um ano, os professores entrevistaram 32 jovens de 13 à 23 anos  e constataram que dentre eles
  • 59,3% não concluíram o ensino fundamental
  • 31,3% não concluíram o ensino médio
  • 40,6% interromperam os estudos (18,7% por necessidade de trabalhar para ajudar em casa, 7% cometeram algum ato infracional e/ou foram detidos, 9,3% não apresentaram motivos)
  • 78,1% não veem sentido nas leis, mas relativizam
  • 21,9% sentem vontade de obedecer às leis, embora não o façam
  • 15,6% sentem prazer com o risco e o perigo proporcionado
  • 9% fazem alusão a aventura
  • e 3,1% fazem pela exposição pública. 
NOTA: Pichação é pichação e grafite é oooooutra coisa.


O grafite trata-se de um movimento organizado das artes plásticas. Apareceu no final dos anos 70 em Nova Iorque, como movimentos culturais das minorias excluídas da cidade. Com a revolução contracultural de 1968, surgiram nos muros de Paris as primeiras manifestações. Os grafiteiros querem sempre divulgar essa idéia.
O grafite faz tanto sucesso hoje, que até recentemente o rei da Escócia mandou seus filhos contratarem alguém para renovar a pintura de um castelo e eles resolveram chamar três grafiteiros brasileiros para fazer a obra de arte .
O rei falou que quando eles começaram  havia estranhado, pois nunca tinha visto uma arte assim tão bonita.
Também há uma diferença entre a pichação, pois ela não é respeitada por ninguém. E o grafite é respeitado porque trata-se de uma arte muito bela.

Fontes:
http://www.klickescolas.com.br
www.artistasnarua.com.br 
www.brasil247.com



quinta-feira, 20 de março de 2014

"AS ESCOLAS DA MINHA VIDA"

Por não ter nascido na cidade onde moro não tenho nenhuma intimidade ou lembrança das escola daqui, sendo assim, resolvi visitar o Google e colher imagens, recordações e saudades das escolas que estudei na minha juventude. Vou contar aqui um pouco da história de um dos Colégios que estudei quando criança.


“Colégio São José”- Castanhal/Pará
Em 24 de janeiro de 1951, aceitando o convite feito Cônego José Maria do Lago, chegaram a Castanhal, vindas de Bragança, seis irmãs:
• Ir. Maria Viganó
• Ir. Adelaide Borroni
• Ir. Francesca Berta
• Ir. Enrica Stucchi
• Ir. Maria do Rosário Antunes da Silva
• Ir. Maria de Nazaré Menezes.

Madre Regional, Irmã Lúcia Colnago, reunida com as autoridades, deu posse a nova comunidade que logo foi conquistada pela simpatia das novas Irmãs.
Ao chegarem em Castanhal,as Irmãs foram morar em uma casa filial da Arquidiocese de Belém,na atual avenida Presidente Vargas que anos mais tarde funcionou como Noviciado São José e atualmente, casa de Acolhida para jovens que desejam fazer experiência vocacional na Congregação das Irmãs Preciosinas. 


Fundação:
Transcorridos dois meses da chegada das Irmãs, D.Mário de Miranda Villas Boas, celebrou missa para abençoar a residência das Irmãs onde funcionaria o Colégio. No dia 19 de março de 1951, deram-se oficialmente início as atividades educacionais do Colégio São José.
As aulas iniciaram com 51 alunos em regime de semi-internato.
Além do ensino no Colégio a dedicação das irmãs se voltou à catequese nas Escolas Públicas e na Paróquia; no atendimento as desobrigas; ensinavam bordados, tricô e outros artesanatos.
Com o reconhecimento cada vez maior do trabalho educativo exercido pelas Irmãs e a crescente procura de vagas, sentiu-se a necessidade de um espaço físico maior. Com a ajuda da sociedade local, iniciaram as obras do novo prédio em outubro de 1954.
O início foi difícil por falta de recursos financeiros que aos poucos foram sendo superados com realização de várias atividades promocionais. Mesmo assim, as obras foram interrompidas por 4 anos, sendo retomadas pela Irmã Graça, que substituiu Irmã Adelaide, falecida em 1958. A comunidade, confiante na providência divina e na solidariedade do povo, decidiu solicitar ajuda ao Governador do Estado, Coronel Jarbas Passarinho, que atende ao pedido com uma quantia significativa onde foi possível a conclusão dos trabalhos do novo prédio que aconteceu em 1976, sob a responsabilidade do engenheiro Dr. Carlos Damasceno.
Logo após a conclusão da obra foi necessário fazer algumas reformas, que atendessem as necessidades de cada época.

Após a construção do novo prédio, o Colégio São José passa a ser um grande referencial de educação em Castanhal, sendo na época a única escola religiosa no município, e a segunda mais antiga.
O Colégio São José, mantido pela Congregação do Preciosismo Sangue, foi fundado com o objetivo de desenvolver uma pedagogia, através da qual educador e educando possam construir uma nova história da sociedade, das pessoas e da igreja.
A Escola se fazia presente em todos os eventos transcorridos na cidade como: semana da Pátria, festa do Padroeiro, Corpus Christi e em outras programações onde era solicitada a presença da Instituição de Ensino. Era também muito comum a realização de retiros espirituais e momentos de formação humana.
No início das atividades educacionais, as aulas eram ministradas somente pela manha, à tarde com reforço escolar, prendas do lar.


Também estudei em outro Colégio administrado por freiras na cidade de Anannindeua-Pará.
Chamava-se "Colégio Nossa Senhora da Anunciação."


Já contei um pouco sobre esta "época de ouro" na atividade "Memórias da escola", mas acho que vale relembrar um pouquinho aqui também.  
Quando mudamos para o norte, fomos morar numa fazenda que ficava distante 400 km da cidade mais próxima, e nossos pais nos colocaram neste "internato de moças" para que pudéssemos continuar estudando e não ficássemos atrasadas na escola.


Me recordo com muito carinho desta época. O regime era bastante rigoroso, usávamos uniformes o tempo todo. Durante a semana um vestido xadrez de azul com mangas curtas e saia pregueada que descia até os joelhos. E nos fins de semana e para a missa de domingo, onde recebíamos visitas de outras freiras e padres, usávamos outro vestido, no mesmo estilo mudando apenas a cor, era xadrez de verde. Acordávamos sempre muito cedo, tomávamos banho e descíamos para a Capela para assistir a missa das seis horas da manhã. Depois dela seguíamos para o refeitório, tomávamos café e seguíamos para as salas de aulas.


Nesta foto dá pra ver exatamente onde ficava o refeitório, lá no fundo, naquela parede azul. A esquerda conseguimos visualizar a cruz do aldo da Capela e a direita, na parte de cima ficava a "clausura", onde nunca podíamos entrar, era as dependências das freiras e apenas elas podiam transitar por lá. Embaixo ficava a sala de música, a secretaria, o refeitório das irmãs e a entrada principal do Colégio. Se pudéssemos dar um salto por cima do telhado, mais ao fundo, veríamos a cozinha (aprendíamos a cozinhar), a sala de artes (aprendíamos a pintar, tecer, tricô, crochê, esculturas e trabalhos manuais), a sala de costura (aprendíamos a costurar, bordar a mão e a máquina), fazíamos coisas lindas por lá. Ao lado do refeitório ficava a lavanderia. Ela era gigantesca! Tinha uns tanques enormes e uns tachos gigantes onde colocávamos as roupas para ferver e mexíamos com umas pás de cabos muito longos. Ajudávamos em tudo. Quase todo o serviço do Colégio eram feitos pelas alunas e freiras. 


Neste pátio nos reuníamos para brincar na hora do recreio. No meu tempo tinham umas mesas de pingue-pongue que eram bastante disputadas pelas alunas. Eu era bem pequena mas consegui ser campeã neste esporte na minha categoria. Era difícil conseguirem dar uma "raquetada" numa bola que eu não segurasse. Lá no fundo, embaixo, a direita e a esquerda ficavam as salas de aulas, e na parte superior ficavam os nossos dormitórios. Neste pátio também era onde recebíamos as visitas dos nossos pais e irmãos uma vez por mês. Está igualzinho na minha época! Só falta umas meninas sentadas nos bancos e outras correndo ou caminhando por ali. Puxa, foi muito bom rever estas fotos!


Acho que esta foto é do meu tempo, pois me lembro das paredes serem pintadas desta cor. Sempre achei linda esta entrada do Colégio. Cuidávamos com carinho dos jardins e das plantas. Aquela parte de cima era a "clausura" das freiras da qual falei anteriormente. Todas tínhamos curiosidade de subir até lá, mas era proibido. Muito bom lembrar desta época. Apesar da saudade que sentíamos da família, tivemos uma boa estadia nos anos que estudamos lá. Quando completei 14 anos e minha irmã 15, meu pai construiu uma casa na cidade de Castanhal e nos mudamos para lá. Foi quando fomos estudar neste outro Colégio que mencionei logo acima deste. Bateu uma nostalgia danada agora! Senti saudades desta "época de ouro". 
Obrigada, professores, por terem sugerido esta atividade!







quarta-feira, 19 de março de 2014

Vídeo Motivacional Atitude

Muitas vezes a escola é assim...



Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão. (Paulo Freire)



A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria. (Paulo Freire)

Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade.
 (Paulo Freire)